Há 20 anos à frente de uma das principais correarias de Pelotas, Claudionor Silveira e Patrícia Amaral jamais imaginavam os pés de algumas das maiores estrelas da teledramaturgia nacional. Ainda mais com botas campeiras. Pois deste a estréia de A Casa das Sete Mulheres, 350 pares de botas confeccionadas pelo casal estão desfilando pela tela da Globo, nos pés das tropas farroupilhas e imperiais. O convite para municiar a produção com utensílios como botas, palas, esporas, cintos, pelegos e selas surgiu na Expointer do ano passado, em Esteio.
- Nós estávamos expondo quando um antigo cliente chegou acompanhado de uma diretora de arte da Rede Globo. Eles queriam que tudo fosse o mais autêntico possível - lembra Silveira.
Para atender à demanda da minissérie, o casal contratou mais três funcionários e adotou a prática de serões até meia-noite. O trabalho agradou tanto à produção global que alguns atores foram pessoalmente até a loja para encomendar objetos pessoais.
- Veio o Thiago Lacerda, a Nívea Maria, a Mariana Ximenes, a Daniela Escobar. Levaram botas, lenços, palas, boinas, de tudo um pouco - conta Patrícia.
Em março, Silveira e Patrícia pretendem ir ao Rio de Janeiro para visitar as dependências do Projac, centro de produção da Globo. Da viagem, pode surgir a possibilidade de um contrato de exclusividade com a emissora para o fornecimento de apetrechos gaudérios.
Fábio Schaffner

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