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O que o filme Olga, a minissérie A casa das sete mulheres e as novelas Cabocla e Senhora do destino têm em comum? Todas essas produções contam com botas ou botinas - no caso de Cabloca - fabricadas em Pelotas pela Camaquense, qualidade Camaqüense.
O primeiro contato aconteceu na Expointer de 2002, no Parque Assis Brasil, em Esteio. A empresa, que participa da feira há dez anos, foi indicada a fornecer material para compor os figurinos de época da Globo. "Enviamos à diretora de arte da emissora, Marília Carneiro, um par de botas outro de esporas e um cinto", contou a sócia-proprietária da correaria, Patrícia Borges Amaral. Comprovada a qualidade dos produtos, a empresa recebeu o pedido: 300 pares de botas para calçar grande parte do elenco da minissérie A casa das sete mulheres.
É não foram só as botas. A empresa também produziu arreamentos e encilhas para as montarias da superprodução, além de ter feito a decoração do bolicho utilizado como cenário. Dez por cento das botas encomendadas foram confeccionadas sob medida para uso dos protagonistas. Excepcionalmente nesses pares, as palmilhas receberam forração acolchoada. "Os atores principais ficam muito tempo de pé e por isso exigem esse plus", justificou Patrícia. Os artistas gostaram tanto que fizeram encomendas particulares. "Mariana Ximenes, Thiago Lacerda, André Novaes e Daniela Escobar compraram na nossa loja", contou envaidecida.

SENHORA DO DESTINO
Depois da minissérie, foi a vez de atender o filme Olga, também dirigido pelo Jaime Monjardim. Além de botas de época - sem fivelas, tipo lisa - foram encomendados talabartes (porta adagas e espadas) simples e duplos. Após, trabalharam para atender Cabocla. No lugar das botas, botinas para calçar o núcleo caipira da nova versão da novela de Benedito Ruy Barbosa.
A última encomenda foi despachada para a capital carioca no mês passado. Cem pares de botas ao estilo "cavalaria de guarda" com detalhes no joelho para proteção. Prevista para estrear no dia 28 deste mês, Senhora do destino terá uma primeira fase ambientada na década de 60. "A encomenda foi despachada para o início das gravações", afirmou. Também pediram uma enorme coberta feita com pele de ovelha para a mesma novela.

HISTÓRIA
Presente no mercado desde 1984, a Camaquense não produz e comercializa somente botas. As selas para montarias são o seu carro-chefe. Criadas para atender à raça crioula, num trabalho conjunto com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), as selas - sete tipos diferentes - são referência em qualidade não só no estado, mas em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. "Todos os seis vencedores do último Freio de Ouro tinham as nossas selas", lembrou.
Quem assina a modelagem e a criação das selas é o marido de Patrícia, também sócio-proprietário, Cláudio Silveira. Para ela, o segredo do sucesso do seu produto está na confecção sob medida, quase artesanal, e na qualidade do acabamento. Parte do processo foi industrializado para ganhar agilidade e atender as demandas. "A sela precisa ser confortável não só para o ginete, mas para o cavalo. Por isso elas são feitas na enervação do animal", explicou. Interessados em obter mais informações sobre a correaria podem acessar o site www.camaquense.com.br.

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